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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A zona de prostituição e a zona de amizade

Sem pretensões de tentar entender como funciona essa coisa de mente masculina/feminina e de relacionamentos, inicio uma postagem cheia dos achismos e dos preconceitos.

Ano passado, em um desses convescotes com meus amigos, os meninos decidiram discutir prostituição, e de como sexo é uma necessidade masculina, e de como as mulheres de família fazem cu-doce pra chegar nos finalmentes. Nesse grupo, só tinha uma amiga além de mim, que ficou, com muita razão, irritada com as conclusões. "Então a vida de vocês é guiada pelo pinto?", ou algo assim.
Fuzzy Handcuffs no "Safe Search moderado".
Não fui de muita ajuda para apoiar a frente feminina, no entanto.:( 
Nunca consigo expressar uma opinião coerente no momento da discussão (posteriormente, ok; na hora, não). E, pra ser bem franca, eu gosto de ouvir as opiniões alheias, especialmente quando elas oferecem uma visão masculina sobre o assunto. (Se é que existe essa coisa de “visão masculina”, e não é tudo “visão pessoal”... Mas não vamos entrar nesses méritos por enquanto.)

Primeiro: eu considero prostitutas como prestadoras de serviço. Longe de achar que elas arruínam casamentos, “seduzem nossos homens”, etc., acho que elas prestam um trabalho que deveria ser pelo menos respeitado. Talvez vocês queiram argumentar com a expressão "de vida fácil", ou dizer que elas poderiam estar fazendo faxina em vez de sair dando por aí, mas de qualquer modo tenho muita relutância em aceitar essa idéia de “vida fácil”. 

Assim como em uma profissão de faxineira você não está livre de ter que limpar um banheiro mais sujo que os estábulos de Áugia, como prostituta você não está livre de ter que fazer sexo com algum sujeitinho repugnante. Nenhum trabalho e nenhuma vida é fácil.
Exceto, talvez, o de zelador da ilha Hamilton. Mas ainda assim... Austrália?
Dito isso, acho que se a sua intenção ao sair com uma garota desde o começo sempre foi a vagina e nada mais, talvez você queira contratar um serviço especializado em vez de ficar choramingando que gastou uma pilha de dinheiro e a mocinha ainda não cedeu. Ou então procurar uma mocinha que seja mais direta. Ou então ser sincero com as suas mocinhas e dizer que é só isso que você quer e nada mais – e esperar que elas concordem com os termos.

A reclamação financeira foi um dos argumentos – de que, no fim, sai mais barato contratar uma prostituta do que ficar gastando em jantares, presentes etc. Ok, sem ingenuidades: existem garotas que estabelecem seus critérios na coisa monetária, querendo que o homem pague tudo por ela, tenha o carro do ano e dê diamantes. Na mesma proporção, existem as que estabelecem critérios outros. Tudo é uma questão de escolha. Se você escolhe uma que gosta de dinheiro, deixe de hipocrisias: você escolheu - e provavelmente está muito confortável pagando os jantares, os presentes e tudo mais, e ainda mostrando para os outros e para ela que você pode pagar.
Em que outro contexto publicidade desse tipo faria algum sentido?
E você pode até reclamar (na verdade não, você não pode reclamar, isso é só um recurso retórico do meu texto), mas esteja ciente de que 50% do mérito lhe pertence. (A mesma coisa vale pra vocês, mocinhas que acham que o tamanho da conta bancária é o que importa. Vocês só estão em um ramo mais refinado da prostituição. Assumam; parem de fingir que não estão empreendendo nada.)
Em resumo, os relacionamentos são acordos. Se os dois lados (ou mais lados) estão cientes dos termos, vão em frente. Sejam felizes - mas não encham o saco alheio. Ninguém é obrigado a ouvir que "ai, o fulaninho não faz isso" ou que "a sicraninha não faz aquilo". Tenham dó, vocês é que se escolheram; resolvam entre si, como adultos que são.

Eu particularmente acho que um cara que procura prostitutas é meio que um fracassado - um pouco menos do que o cara que estupra, mas ainda assim. Em ambas as situações, ele foi incompetente na arte de convencer por meio de sedução (isto é, descartando a sedução com um maço de dinheiro) uma mulher das maravilhosas vantagens de se fazer sexo com ele de livre e espontânea vontade. Sei lá, não pode ser tão difícil.
Até o idiota do vilarejo consegue!
'Tá. Vamos para a outra zona.
Certamente vocês já se familiarizaram com as piadas de “friend zone” através do Memebase, 9GAG, ou seja lá qual o site de humor acessado. Se é que já não se familiarizaram com a própria friend zone antes das piadas.
Friend zone” é aquele lugar escuro e gélido ao qual você é relegado quando se declara apaixonadamente para alguém e a pessoa responde algo como: “gosto de você como amigo/irmão”, "vamos ser só amigos" e tal.
Resumindo o teor desta postagem para os preguiçosos.
O lugar parece ser mais frequentado por homens, embora tenha algumas mulheres lá também... Mas vamos direcionar para o público masculino.

Então você tem aquela amiga que é linda e inteligente, que gosta das mesmas coisas que você e que ri das suas piadas. Vocês são basicamente almas-gêmeas, né? Você vai lá e se declara – e ela prontamente entra na defensiva e o joga na friend zone. Às vezes o drama é estendido, e o manolinho constata não é nem a questão de ela não querer sexo – já que ela vai atrás do cara mais cafajeste de todos para satisfazer seu apetite. E daí alguns garotos entram no poço da autopiedade e se põem a pensar: “porra, logo eu que sou um cara legal!”.

Procurei "cara legal" no Google Imagens.
Do lado de um Johnny Bravo, a imagem de uma pélvis masculina.
:|
Taí o primeiro problema: qual é a sua definição de “legal”? As pesquisas mostram que 99,9% das pessoas que se consideram “legais” não são legais nem do ponto de vista da lei (fonte). 
Nossa! Você não a molesta quando ela está bêbada ou desacordada? Você ouve os problemas dela como alguém que se importa? Poxa, que legal você é! :O
Só que não. Quanto à primeira pergunta: você está fazendo o mínimo que qualquer mulher espera – seja de um conhecido ou desconhecido, seja de um amigo, seja de um namorado. É uma questão básica de respeito, não de concessão. Se você não faz isso para todas, definitivamente você não é legal. Quanto à segunda, se você escuta os problemas dela porque espera que ela vá algum dia retribuir com sexo, você é um babaca e não há outra alternativa; o epíteto de "amigo" não lhe cabe.

Tem também o tipo que se faz de capacho. Não se faça de capacho. Sério. Mulher (sã) nenhuma gosta de homem que se martiriza por ela. Não sei o que vocês têm aprendido com as nossas comédias românticas, e nossos doramas e nossos mangás shoujo/josei, mas, seja o que for, não é isso de ser excessivamente solícito (nem de ser cafajeste, que fique registrado). Você não tem que consertar o computador/chuveiro/aparelho eletrônico de ninguém sem ser pago. Tenha um pouco de amor-próprio, porra! 

(
Fora que se você ouve ela reclamando do namorado babaca pra você e não manda ela tomar vergonha na cara, então o nível de amizade de vocês também não é lá essas coisas, colega.)
Ajuda se você fizer essa cara e usar essas palavras. E se você for o Tommy Lee Jones.

A história dessa friend zone... bem, existem pelo menos três possibilidades:
1) Você é um cara digno, mas ela está uns níveis abaixo da sua dignidade (a.k.a. “ela não é boa o suficiente pra você”). Opção que muitos presumem erroneamente; poucos, com razão.
2) Você é um cara digno, mas ela está uns níveis acima da sua dignidade (a.k.a. “ela é boa demais pra você”). Opção que alguns com problema de autoimagem presumem; outros, com simples e sincera autocrítica.
3) Vocês dois são dignos, mas não para terem um relacionamento que tenha amassos. E ela se deu conta disso antes de você. Opção que normalmente corresponde à realidade.
De qualquer maneira, todas as possibilidades acabam convergindo no mesmo ponto: alguém nessa relação não quer um relacionamento amoroso. E o que há de errado nisso? Agora todo mundo deve dizer “sim” a toda e qualquer proposta de relacionamento amoroso, por mais capenga que ele venha a ser? Ou é só porque é com você – e porque você é “legal”?

Tive a primeira idéia para essa postagem há algum tempo, quando vi este vídeo. Ele fez um trabalho interessante explicando os lados. Bom, eu lembro que fiquei intrigada com o comentário de “coisa totalmente irracional” que nós, mulheres, aparentemente dizemos quando friendzonamos alguém. 
Seguindo pela lógica do vídeo, que simplifica até chegar em uma equação (“namoro = amizade + contato físico”), não acho que seja irracional se negar a acrescentar a variável “contato físico” em um relacionamento. Contato físico depende de atração física/desejo sexual, coisa que nós, mulheres, não sentimos por todos os homens (!), o que pode parecer um pouco estranho para os próprios homens. 

(Na verdade, acho que esse conceito de que os homens não têm critérios para mulheres no que diz respeito a sexo também não corresponde à realidade. Mas quem sou eu pra questionar a máxima de que “homem só pensa em sexo” yadda yadda yadda....?)
Ou eles pensavam, até levarem flechas nos joelhos.
Daí também tem a questão de sexo ter implicações diferentes para cada gênero. Talvez fosse algo mais simples se dependesse só de instinto e de reprodução, mas desde que entraram a cultura, a moral, a educação etc. na história, não é nem um pouco simples. 

Exceto pelo Arnold Schwarzenneger, os homens não correm o mínimo risco de engravidar depois de tudo – uma implicação do sexo com várias implicações futuras. Tem também a questão do prazer feminino (?); a questão de como a mulher se enxerga; a questão de como cada sociedade/cultura julga a mulher que faz sexo. Mas eu definitivamente não vou entrar nessa área ainda mais polêmica das diferenças e semelhanças, porque acredito (com otimismo - e muita preguiça de detalhar) que qualquer um consegue chegar a alguma conclusão satisfatória sozinho.
O torso de um homem que passou por uma gravidez.
Algumas vezes não é nem isso. Tem o timing: em alguns casos, o cara se afoba; a moça dá aquela resposta padrão, mas o que ela realmente pensou foi "nem conheço direito e ele já quer relacionamento sério?". Em outros, o cara demora demais. Etc.
As possibilidades de explicação para o negócio não vingar são inúmeras. Em nenhuma delas você sabe melhor do que o outro o que ele quer para si mesmo; motivo pelo qual eu sempre achei bizarra aquela história de “mas eu sou perfeito para ela!”. É, colega; talvez você fosse perfeito para ela, mas curiosamente essa não foi a opinião dela.
Eu, por exemplo, tenho certeza de que sou perfeita para o Daniel Henney.
É só a minha ordem de restrição que não concorda.
O fato é que se você se declara para alguém, amigo ou não, existe sempre a chance de rejeição. E por mais que haja esperança, as chances de rejeição vão sempre ser maiores dependendo de quem se declara, a quem se declara e quando se declara.
É doloroso? É. Pra todo mundo. 

Mas essa autocomiseração é pra matar.
Personagens patéticos pertencem à ficção; deixem eles lá, pelamordedeus!
Que vão plantar repolhos com o Werther!

sábado, 22 de outubro de 2011

A Biografia Semiautorizada

O mais deprimente sobre o seu aniversário é o fato de que ele é só um dia qualquer. Se você não faz nada deliberadamente, nada de realmente diferente acontece; ele passa, você não sente. Não tem um aviso no Gameboy de algum deus que diga que o Pokémon dele está evoluindo. O que até seria bem interessante, pensando nisso. Você não muda de forma, não desenvolve habilidades novas.

Maru has evolved from Squeezy (Marumugyun) to Squary (Marugotsu)
Em uma comparação tecnológica, essa coisa toda de crescer, envelhecer, amadurecer acontece mais como uma daquelas atualizações do Windows: quando você menos espera, quando você menos quer – mais especificamente quando você quer desligar o computador e aparece aquela notificação maldita de 21 atualizações sendo instaladas.
Especialmente pela função de envelhecer, decidi fazer desta postagem em particular uma espécie de retrospectiva de fatos que, de certa forma, moldaram minha vida e minhas idéias como elas são hoje. Se esse post parecer muito mimizento, é porque o escrevi na semana mais deprimente do mês, um pouco antes do meu aniversário. E também, né... é sobre meus mimimis pessoais; existe uma probabilidade de 98,9% de que você não queira saber das reclamações alheias, vivendo em um mundo em que 98,9% das pessoas que não tem problemas reais só sabem reclamar.
As said by the Annoying Facebook Girl.
Quando comecei a escrever na Internet (blog, flog, Orkut etc.) eu gostava principalmente de escrever o conteúdo dos perfis. Na minha fase final da adolescência, em vez de usar adjetivos, que não são nem um pouco esclarecedores, para me descrever passei a listar fatos sobre mim. Daí a mania dos “fatos”. Embora os fatos listados fossem banais - como o fato de eu odiar resolução 1024x768 e preferir a resolução de 800x600 lá nos meus 13 anos.

Então, primeiro fato marcante: a morte do meu pai quando eu tinha 11 anos. Câncer. Não estou evocando isso pra sensibilizá-los, meus caros leitores – embora saiba que esse é um recurso que funciona. Mas qualquer pessoa que passou pela morte de um ente querido extremamente próximo – e em uma idade em que, bom, você já está passando por coisas o suficiente para considerar sua vida um drama mexicano – sabe que todo o processo de lidar com a morte provoca um amadurecimento fora do comum nas pessoas envolvidas. O tipo de amadurecimento que você não enxerga em pessoas saudáveis com famílias completas e sãs, exceto em casos raríssimos (tão raros quanto o próprio status de “família completa e sã”). A morte do meu pai foi aquela marcação definitiva entre a infância nostálgica de Casimiro de Abreu e a adolescência ultra-romântica de Álvares de Azevedo, colocando em termos de clichês. 

Exceto que eu, aparentemente, acabo de ultrapassar os 20 anos. Chupa, tuberculose!
O negócio é assim: um dia você acorda e alguém que você via todos os dias e amava com todas as forças não está mais lá. Todos estão tristes e confusos. Você está triste e confusa – tão confusa que provavelmente só vai de fato entender a situação dias/meses/anos depois, quando finalmente vai conseguir chorar. Mas todos parecem ainda mais tristes e confusos, especialmente as pessoas que tinham em comum a mesma proximidade e o mesmo amor por esse alguém. Então você quer ajudá-los, quer ser uma espécie de pilar para eles – e provavelmente também é o que eles pensam quando olham para você -, motivo pelo qual você não quer ser a única criança com motivos egoístas do grupo, a criança que todos têm que se desdobrar para atender. 
Então você cresce, porque entende que mesmo a sua mãe, mesmo o seu irmão mais velho – mesmo os “adultos”, tão fortes e confiáveis – estão lutando contra a confusão e a tristeza e a saudade. Eles também não sabem o que fazer com esses sentimentos, tanto como qualquer outro ser humano. Não é humanamente possível manter toda a inocência de antes quando você vê a sua mãe, o seu principal apoio, tão fragilizada quanto você.
Mas não dá pra ficar brava com a morte depois que você conhece o Puro Osso.
O segundo fato marcante foi a minha admissão no colégio militar, que acontece mediante aprovação em um concurso (para civis). Na verdade, todo o processo de tentar, estudar, falhar, conviver com um ensino público (estadual) ruim, conviver com um ensino privado igualmente ruim, estudar novamente, tentar novamente e finalmente ser admitida, foi uma batalha mais longa e mais marcante do que certamente estou fazendo parecer.
É bem provável que eu não tivesse tentado mais vezes não fosse a influência em especial do meu pai, que sempre fez uma propaganda ultrapositiva do ensino nas escolas militares. E você pode odiar o quanto quiser essa instituição, mas vai ter que admitir que, sim, o ensino é comparativamente muito melhor. Especialmente quando a sua preocupação é sair de uma escola em que a maioria dos seus colegas considera professores meros serviçais, falta de educação a nova moda, e futuro (pessoal e profissional) uma coisa a não ser levada a sério quando se tem sexo, drogas, hormônios.

Sim, as minhas tentativas de ingressar em um colégio bom foram escolhas minhas (influenciadas, mas minhas). Escolhas que serviram para me tirar de uma depressão profunda que você só sente quando olha para os lados e enxerga apenas uma ou duas pessoas (valiosas amigas) que compartilham as suas preocupações. No colégio militar, eu finalmente pude olhar e enxergar mais pessoas, pessoas muito melhores do que eu própria (em todos os sentidos possíveis), mas, especificamente, pessoas com objetivos semelhantes (e melhores), amigos – amigos que eu suspeito às vezes nem ser digna. E ensino satisfatório.\o/

Deus, adolescência é uma fase negra - que fica ainda pior quando você lida com gente estúpida...
 Terceiro “fato”? Não sei se posso dizer assim. Minha escolha, em momentos diferentes, pelos três fatores da equação que rege minha vida acadêmica agora: Letras – Bacharelado – Japonês. Eu queria ser escritora, sempre gostei de palavras, especialmente as escritas; então a escolha do primeiro termo parece lógica. Desde a primeira série. Do ensino fundamental. O que parece uma escolha obstinada é obviamente fruto da minha ignorância infantil: escritores não cursam Letras. O presente aponta para a minha cara e ri ensandecido; escritores precisam de conhecimento, mas não de um curso específico, não de professores que não sabem ensinar, de colegas que não sabem aprender, etc. (Lembrem-se que há exceções, crianças.)

Reality hits you hard, bro'.
 Bacharelado foi uma escolha menos óbvia, talvez três anos antes do vestibular em si.
Primeiro ponto: “não quero que a palavra ‘Licenciatura’ limite meu campo de atuação a salas de aula”, por A e B motivos. A: é preciso talento para dar aulas, e esse “talento” envolve carisma, persuasão, domínio e calma frente a multidões de pessoas de idades variadas (e nenhuma das quais faz parte da minha lista de qualidades pessoais). B: sejamos realistas, as perspectivas de um professor no Brasil são terríveis, e não estou nem falando dos salários, mas da própria qualidade da educação dos alunos.
Segundo ponto: traduzir, ou trabalhar com textos de qualquer forma, me parecia mais atrativo do que ter que lidar com pessoas diretamente – e essa crença, obviamente, não passa de ilusão, porque qualquer que seja o seu trabalho, em níveis maiores ou menores, você vai ter que lidar com pessoas diretamente em algum ponto, por mais aterrorizante que isso seja (por mais que você tenha palpitações e acessos de pânico).
Terceiro ponto: a Licenciatura não tinha a opção de língua que eu priorizava, o japonês. O que já dá uma dica sobre qual das escolhas eu havia definido antes.

Parece estúpido, mas até hoje eu tento formular uma boa resposta para a pergunta: “por que você escolheu japonês?”; sim, eu ainda tento. Isso vai render uma postagem completamente nova, porque preciso de espaço, tempo e muita organização. Talvez a maior de todas as ironias: a pergunta mais simples e inocente de todas é a que gera a mais complexa das respostas no meu mundo interno. Eu sei qual o conteúdo da resposta, mas ainda preciso organizá-lo para que os outros entendam que um gosto pessoal é, às vezes, resultado de múltiplos fatores; às vezes, é só um gosto pessoal arbitrário. E quanto mais esse gosto influencia a sua vida, mais ele se encaixa na primeira opção.

Gosto de chocolate – mas suspeito que esse seja um daqueles gostos arbitrários...
Também posso citar outros fatos pessoais marcantes em outros níveis: minha imaturidade sentimental de forma geral; minha grande desilusão 2006-2009; meu enfrentamento pontual de preconceitos pessoais e de preconceitos alheios; os estrangeiros e a lição eterna de “como eu sou péssima com qualquer nacionalidade”; minha aventura em SP com pessoas relevantes; minhas desventuras acadêmicas, com professores e colegas. A lista sempre continua.
E esse é um fato per se: a lista sempre continua. Na verdade, mesmo se eu escrevesse uma postagem por dia, para cada coisa que me marca sempre teria algo novo, mesmo que fosse uma frustração ou uma paranóia injustificada (aliás, sou atleta qualificada em esportes de especulação e observação da realidade).

Paranoid Parrot sempre.
O que veio desde o início desse processo de “maioridadezação” foi o medo. Medo de perder a relevância para todos, de não sobreviver às mudanças, de não sobreviver às pessoas, de não sobreviver ao mundo. Medo de não conseguir me independer (trabalhar, morar sozinha, pagar as contas e os impostos...), ou de ficar completamente sozinha, deixada aos meus próprios pensamentos e minhas próprias depressões. Medo de nunca receber nenhum tipo de reconhecimento, nenhum tipo de apoio ou de elogio. De me abandonar e de ficar de mimimi o tempo inteiro, lamentando por coisas que eu perdi porque tive medo de fazer – e esse tipo de medo é a maior e mais lamentável de todas as auto-sabotagens possíveis! Ainda me assombra essa coisa de ser adulta, de responder pelas próprias incompetências. Nesse ponto, já sei que não existe volta. Sei que vou tentar e falhar e tentar e conseguir.
 
Viver eu ainda não sei. Vou lá pesquisar mais sobre o assunto e depois conto para vocês.:) 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Segredos, Confissões e o Lado Negro da Força


Esta postagem na verdade tem por inspiração a afirmação/pergunta retórica que a moça do Dermatilomania normalmente faz quando menciona segredos e diários. Citando a própria: “não consigo entender por que as pessoas têm segredos”. Ela é coerente a ponto de nos entregar o seu próprio diário e dizer: “leiam”. Sério.
Eu, claro, tenho que ser do contra, e provavelmente vou ser xingada por isso, mas sou obrigada a discordar. Acho que segredos são justificáveis, e até necessários algumas vezes. 

Certamente os nossos segredos são responsáveis por uma boa parcela de sofrimento na nossa vida. Ninguém guarda para si um segredo sem sentir o mínimo de frustração, seja porque ele nos pertence, é particular da nossa natureza ou das nossas ações – portanto nossa “CULPA” -, seja porque é de outra pessoa e nós sofremos por ela não poder trazê-lo à luz e resolvê-lo sem se sentir vexada.
Quanto aos segredos alheios, não há o que fazer a não ser guardá-los. Ou não, caso você seja um filho-da-puta fofoqueiro nato.

Ou se interesse por se juntar ao Rancho do Riso da Foca Fofoca.

Mas de que tipo de segredo se fala? No meu dicionário Aurélio, “segredo” tem 5 acepções e todas elas são tão genéricas que não vale nem a pena discorrer sobre isso. 
Vamos adotar o conceito de que segredo é algo pessoal (restringindo um pouco mais as opções) do qual não se fala abertamente por razões diversas.

Para ser mais específica, vou reduzir ainda mais o escopo: esse “algo pessoal” pode ser uma opinião honesta (sobre algo ou alguém), uma linha de pensamento, um traço da natureza ou da personalidade do indivíduo, uma condição física/patológica (deformidades, doenças, síndromes, distúrbios,...), uma ação feita ou situação passada (condutas questionáveis, traumas, lembranças ruins,...), por exemplo.

Por "razões diversas" podemos entender, com freqüência, “vergonha”, “culpa”, “medo” e “preservação”. Claro, isso de uma forma generalizada, pois as razões sempre remetem a uma gama bem mais ampla e complexa de motivos. 

Preservação da sanidade, diga-se de passagem.

Quando o segredo diz respeito a uma condição física ou patológica ele dificilmente prevalece; mas é um bom exemplo de “segredo prejudicial” do qual a Ana fala. Em determinado ponto a própria pessoa procura ajuda e acaba por se “denunciar”. Nada mais justo. 
Uma adolescente grávida que não conta sua condição para seus pais tem medo das reações, mas algum dia seu segredo inevitavelmente vai se mostrar ao mundo. 
Uma pessoa com uma doença terminal pode não informar seus entes queridos para preservá-los da dor; mas em algum momento essa pessoa deverá ser internada, e então não haverá segredo. 
Doenças relacionadas ao sexo se prestam perfeitamente a esse tipo de discussão: quanta gente por aí que não conta nem ao médico sobre uma DST porque tem vergonha de admitir que a tem? (Aliás, sei não... acho que tem gente por aí que tem vergonha até de admitir que tem órgãos genitais.) Daí a coisa evolui de tal modo que só amputando. 

"Santa infestação! Você foi atingido pelos demônios do cabelo! Não há tempo a perder! Vou ter que amputar!"

Também existem os segredos relacionados a ações feitas e situações passadas, os quais eu exemplifiquei com “condutas questionáveis”, “traumas” e “lembranças ruins”, e eles também tem esse caráter prejudicial à pessoa que os guarda. 
Sim, “condutas questionáveis” se aplica a políticos corruptos que fazem alguma maracutaia e, claro, mantêm a boca fechada; mas confesso que pensei nesse termo infeliz para descrever, por exemplo, aquelas vezes em que alguém precisou de ajuda e você simplesmente virou a cara, porque não sabia como reagir ou porque não era com você. Talvez não seja bem um segredo, mas a maioria das pessoas não alardeia sobre esses momentos em que a própria moral falha. 
Mais ou menos por aí estão as “lembranças ruins”, outro termo não muito inspirado (¬_¬) que eu usei para os momentos em que você fez algo basicamente vergonhoso, cometeu alguma gafe da qual a mera lembrança lhe causa mal-estar. 
Já os “traumas” são um tipo de lembrança ruim causada principalmente por fatores externos, mas que ainda assim lhe dão vergonha e mal-estar. Provavelmente a solução mais evidente para questões desse tipo seja a de procurar um profissional, psicólogo/psiquiatra, para discuti-las e aliviar o peso morto que elas constituem para a pessoa.

Pensando bem, faz todo o sentido eu gostar de KareKano...

 Mas os tipos de segredo sobre os quais eu realmente gostaria de falar são os que eu considero mais justificáveis (e mesmo necessários) do que nocivos: os segredos relacionados a traços individuais e a opiniões. Se você diz que não tem segredos, eu sugiro que pare e pense de novo, olhando sob essa perspectiva.

Você mantém em segredo sua opinião 100% honesta sobre alguém considerado querido porque não quer feri-lo, não quer perder a amizade e não quer ser demonizado como o jornalista alemão que decidiu só falar “a verdade”. A “verdade” além de algo que é, muitas vezes, arbitrário, não costuma agradar à maioria. Um bom exemplo é a campanha de uma certa marca de cerveja, que infelizmente não mostra também a versão contrária, das mulheres falando o que elas pensam de verdade. >:)

Claro, falo de um exemplo baseado na minha experiência. Não considero meus amigos perfeitos, por mais que goste deles. Você também não acha seus amigos perfeitos, ou não brigaria com eles ou se irritaria de vez em quando.  
Desde meus primórdios de blogueiragem anuncio a quem quiser ouvir que minha característica mais marcante é a autoconsciência/autocrítica, o que significa que, justamente por esse egocentrismo, passo grande parte do tempo ocupada me analisando e, principalmente, me criticando e me culpando e me envergonhando. Se você é capaz de ligar os pontos, entende que o julgamento que eu faço de mim vale para aqueles com os quais convivo. Inclusive o julgamento negativo
Talvez seja uma estratégia de sobrevivência; eu antecipo as críticas porque morro de medo de ser julgada e criticada – não que antecipar as críticas evite que as pessoas ignorem meus defeitos, isso é impossível. :P

Então, sim, sou rígida nas minhas opiniões acerca das pessoas. 
Que valor tem isso para elas? Faz diferença eu dizer que me incomodo por esta ou aquela característica de alguém? Eu acredito que não – quando alguém decide mudar, o faz por algum tipo de motivação interna, por uma iniciativa que vem de dentro; e não pela opinião de um terceiro, que nunca vai entendê-lo ou aceitá-lo completamente. 
Então mantenho em segredo esse tipo de pensamento. São poucos os que sabem lidar com uma crítica. Eu não sou uma dessas pessoas, e acho que é muito mais agradável ignorar alguns defeitos alheios em defesa do outro, pelo bem-estar da relação, até porque algumas críticas só servem mesmo para alimentar alguma insegurança do indivíduo, quando o que você quer de um amigo seu é justamente encorajá-lo a seguir em frente.

Também acho justificável os segredos acerca da própria natureza. Eu me vejo como uma pilha de defeitos imperdoáveis. Posso enumerá-los de forma geral, mas tenho uma vergonha infinita de exemplificá-los e especificá-los diante de qualquer indivíduo – íntimo ou não. Posso dizer, por exemplo, que normalmente invejo certas pessoas, mas dizer quais pessoas e por que as invejo é simplesmente doloroso de mais para que eu consiga expor publicamente esse sentimento nem um pouco bonito, construtivo ou frutífero. 

Masami Tsuda me entende e entende meu eensy weensy monster.

Acredito que todos tenham os seus demônios, o seu lado negro da força, o seu pedacinho de Voldemort, o seu Álvaro de Campos que enrola publicamente os pés nos tapetes da etiqueta, por mais íntegros que pareçam. É justamente esse lado patético/maléfico que acaba soterrado pelo nosso esforço em manter os defeitos no fundo do baú. Isso é necessariamente ruim?
Provavelmente essa é só uma crença minha para tentar apaziguar essa minha vergonha de existir, não ter a capacidade de atingir a perfeição e achar, em um acesso de puberdade fora de época, que posso apontar para os outros e encobrir os meus defeitos com os alheios.

domingo, 29 de agosto de 2010

O vampiro do cabelo engomado

Esse assunto tem esgotado a paciência ultimamente. E muita besteira tem se falado contra ou a favor dessa onda de vampiros invadindo livrarias, cinemas... Então senti que gostaria de falar sobre isso também.

Tá olhando o quê, manolow?

Bom, pra começar, vamos ao meu currículo... Não vi os filmes mais "old-school" de Drácula. Não vi o "Nosferatu". E pra ser sincera, não pretendo ver; os filmes antigos tratam o tema "vampiro" como terror, um gênero de filme que não me atrai nem um pouco...:B
O senhor Bela Lugosi que me perdoe. O mesmo vale para Christopher Lee...

Minha experiência com filmes de vampiros começou com o Dracula do Gary Oldman, e devo dizer que a impressão não foi das melhores. Aquele vampiro cafetão/Rainha de Copas não foi dos mais significativos; tanto que eu demorei para conseguir assistir o filme INTEIRO.

Aliás, uma coisa pela qual dá para desconsiderar a minha opinião: eu valorizo a aparência, sim. 
Então meus filmes preferidos de vampiro são os mais criticados por todo mundo...
Ok, os que eu vi: The Hunger ("Fome de Viver"), Interview with the Vampire ("Entrevista com o Vampiro"), Queen of the Damned ("A Rainha dos Condenados"), Dracula 2000, Van Helsing. Fora o anime, Hellsing. Talvez tenha esquecido algo, mas...

Desculpa, mas eu gostei do Richard Roxburgh também, tá?

Então...  
Sempre preferi a idéia de vampiros sedutores, não de feiosos assustadores.
Uma das principais críticas que se faz a Twilight é a de que o livro/filme "desvirtua" o vampiro tal como o conhecemos - "vampiros DE VERDADE não brilham! não se apaixonam! não são bonzinhos!", e coisas desse tipo. 
Grande porcaria! 
Se eu digo que um personagem não é necessariamente humano e que necessita de sangue para continuar a sua existência, no que você pensa? O restante é detalhe, pois "vampiro" é um elemento mitológico comum a diferentes culturas, sob diversos nomes, com pequenas variações de especificidades. Não é um personagem único e definido como, por exemplo, o agente James Bond, ou o Homem-Aranha - exemplos que um crítico usou para falar mal da crítica de outro no YouTube.

Justamente, a graça das histórias de ficção (seja em livros ou filmes) é, muitas vezes, a intertextualidade, o desvirtuamento de personagens tal como os conhecemos. Quando um escritor é habilidoso (certamente não o caso de Stephenie Meyer), você pode até estranhar no início, mas o desenrolar da história faz com que você acabe aceitando as mudanças como naturais. Só consigo pensar agora em um exemplo como "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", do Saramago; a história que o autor conta é de um Jesus Cristo diferente do da Bíblia, a "versão tradicional". Quantas vezes já não se recriou a história de "Romeu e Julieta", de "Hamlet", de "Dom Quixote"? A própria história de "Romeu e Julieta" me lembra MUITO o mito grego sobre o casal  Píramo e Tisbe... Procurem.;)

Outra besteira comentada acerca de Twilight, no outro extremo da crítica, é a de que a personagem Bella é um símbolo da força da mulher, já que é ela quem deve fazer a escolha entre um rapaz ou outro (a escolha entre a necrofilia e a zoofilia 8D). Eu não me sinto particularmente representada por uma personagem que não possui absolutamente nenhum atrativo específico e nenhuma força de vontade - ah, estou falando do filme. Também não acho que esse suposto "poder de escolha" represente uma força feminina. Essa série é apenas um conto de fadas revisitado; o foco são os arranjos folhetinescos (que encaminham tudo para um final feliz), não os personagens de vampiros ou lobisomens. É uma história que tem um valor de entretenimento puro, não algum tipo de objetivo moralizante ou reflexivo.

Tenho amigos que leram os livros, gostaram; e/ou viram os filmes e gostaram. Eu li umas 10 páginas e desisti, por não achar o estilo da autora interessante, por não ter nenhuma identificação com os personagens. Quando vi o filme (antes do livro, na verdade), fiquei muito incomodada com as atuações dos protagonistas. É óbvio que o Pattinson não leva o papel a sério - já vi ele dando essa declaração mais de uma vez. E a K. Stewart não tem expressão nenhuma! Sempre com a boca aberta e o olhar de peixe morto... Não vi química entre os atores... E os personagens? Bom, o Edward é a personificação do "Príncipe Encantado", a Bella é a personificação do "Patinho Feio" - acho que o próprio nome, Swan, já dá a dica. Isso explica porque há tanta identificação com esse livro...:B
Mas acho que o que mais me irrita no Edward nem é o caráter de bom moço ou o fato de ele brilhar. É aquele cabelo engomado, que nem se mexe... Sério, aquilo me dá uma agonia sem tamanho...Dx

Ou seja, pelo menos para mim, a história não traz nenhuma novidade.
Os filmes não são excelentes, aceitem isso. Nenhuma das atuações neles teria rendido prêmio algum se as pessoas fossem sinceras. Para não ser injusta, gosto da trilha sonora.
E do livro eu não comento nada.

O Dracula yummy de Gerard Butler.:9
Bom, meus vampiros preferidos não são o cânone. 
Eu gosto de "Dracula 2000", com o Gerard Butler como o vampiro principal. A história pelo menos tem um "quê" de originalidade. E pra ser sincera, o Gerard Butler, que nunca me cativou muito nos seus personagens, foi bem eficiente para me fazer gostar desse em especial.:)
Outro vampiro interessante é o Lestat do Stuart Townsend. Não consigo gostar de "Entrevista com o Vampiro", ou do Tom Cruise, desculpem - tá, acho que o melhor papel dele foi em "Trovão Tropical", como Les Grossman 8D. E olha que acho a história de "A Rainha dos Condenados" bem risível...:D
O Dracula do Roxburgh, de "Van Helsing", é a minha única desculpa para ver esse filme, que é MUITO ruim. Nem o HUGH JACKMAN (fuckin' awesome HUGH JACKMAN) consegue superar, na minha opinião, o Roxburgh no papel do vampiro.
Mas se existe um vampiro que ganha de todos os outros pela fodice (???) é o Alucard, do anime Hellsing. E assim encerro a discussão "monologótica"...

I'm way hawter than the other Lestat, silly human!
Enfim.
Acho que por hoje é só.:)
 Jaa~

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Postagens inúteis

São 3 e pouco da manhã e eu deveria estar fazendo meu trabalho de Teoria do Texto. Mas não.
Acho que é natural ter inspiração para escrever absurdos quando você devia era se concentrar em escrever aqueles trabalhos saídos da forminha de bolo...

Eu gosto de começar coisas novas. O problema é sempre o de dar continuidade. Focus.
Enquanto isso o Saramago morreu, escreveram Crepúsculo, filmaram Crepúsculo, aconteceu a PUTA FALTA DE SACANAGEM, eu torci para a seleção japonesa e achei o Hasebe bonitinho (orientais <3).

Meus parâmetros de beleza são meio estranhos... (Pelo menos pro meio onde eu vivo.)
Pena que os das outras pessoas não o são também.:/
Como eu me daria bem num mundo onde o padrão de beleza fosse meramente o das pessoas esquisitas!
Não me acho particularmente feia (imperfeita sim, mas proporcional nas minhas feiúras), mas não posso negar que sou um tanto esquisita.:P
Não é tanto visual, mas comportamental: não saber lidar com seres humanos fode com tudo.
Meh.

Makoto Hasebe, sensualizando em campo.



Lendo "O resto é silêncio", do Erico Verissimo.
Ouvindo "Night Train", do Keane.
Comprando a coleção de clássicos da Editora Abril por R$14,90: "Crime e Castigo", "Madame Bovary", "O Retrato de Dorian Gray" e "A Divina Comédia - Inferno", por enquanto. E Ouran.

E BROKEN WEAR!!
http://www.youtube.com/watch?v=LdAvjnk3wT0
Com o comentário digníssimo: "I fully understand that nothing I accomplish in my life will be as awesome as this video" (Tenho plena compreensão de que nada do que eu fizer em minha vida vai ser tão épico quanto esse vídeo. Dependam vocês da minha tradução bagaceira do inglês.)

Preview da próxima postagem: Twilight saga. Filme e livro.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O príncipe do videogame e o Yokosuka D4Y4 Suisei

Procuro um homem que goste de jogar videogame. Não necessariamente aqueles jogos chatos de esportes (com exceção de corrida automobilística, que ainda é legal); podem ser jogos de luta, de terror, de RPG, de simulação etc. Jogos multiplayer são bastante apreciados. Gosto de videogames, gosto de homens jogando videogames; gosto daquela concentração inicial e daquela emoção final de completar um jogo, vencer. E que, quando esse homem perder, ele não perca as estribeiras, apenas reconheça que devia ter usado outra combinação de meia-luas e socos...

Procuro um homem que goste de Matemática, ou de qualquer outra Ciência Exata. Que goste de ciências, pra ser mais geral. Que goste de estudar, que seja um apaixonado por aprender, que seja um apaixonado pelo Universo, pelas explicações, pelos fenômenos. Na verdade, pode ser até de Humanas, mas que, pelo amor de deus, não tenha aquela fixação fálica por cigarros de baseado ou gargalos de garrafa, e que tome banho todos os dias, e que faça a barba com uma certa freqüência - freqüência suficiente para não ser confundido com um grego/russo ortodoxo ou um aiatolá islâmico. Eu gosto de inteligência, e gosto ainda mais de inteligência bem aproveitada (sabedoria); não gosto de pedantismo. Gosto de curiosidade - não curiosidade fora de hora, como já vi por aí...

Procuro um homem que tenha bom humor. Tá, não precisa ser daqueles que está sempre, indistintamente rindo e achando tudo lindo e maravilhoso, mas gente triste e raivosa cansa. Não precisa ser piadista; nem todo mundo tem o dom... Mas que de preferência assuma sua falta de comicidade e canalize as energias para fazer coisas fofas. Não sei definir "coisas fofas", my bad... Até porque "coisa fofa" é um conceito que varia de garota a garota... Acho que entra naquele aspecto que todo mundo que já levou um fora por ele reclama: a tal da "química"...

Procuro um homem que seja livre. Um homem que não precise de religião, lei ou política para ser naturalmente decente. E por decente você não precisa entender "bom moço, TFP, camisa por dentro da calça, cabelo domado, roupa engomada, virgindade até o casamento, permissões e não-me-toques". Claro que se ele quiser gostar de música clássica, comédias românticas, literatura e artes plásticas (o estereótipo de príncipe encantado), 'tá valendo, mas não é pré-requisito indispensável. Tudo bem gostar de filmes de ação, heavy metal, cálculos e esportes. Nossas diferenças podem tornar as coisas ainda mais... interessantes.:)

Procuro um homem que goste de mulheres, não de modelos. Um homem que, de preferência, saiba que está lidando com um ser humano antes de uma deusa (e um ser humano bem inseguro, por sinal); que saiba que vai encontrar uma série de defeitos, mas que procure apreciar esses defeitos, porque essa mulher também vai procurar apreciar os dele. Não um homem que entenda as mulheres, porque isso não existe, e porque dizer "mulheres" no geral é esperar que todas sejam iguais - e conseqüentemente modelos. Eu não sou modelo de nada nem de ninguém.

Procuro um homem que seja meio egoísta. Até porque assim é mais provável que ele entenda também os meus egoísmos. Quero que ele saia só com os amigos dele de vez em quando, porque eu também vou querer sair só com meus amigos, sem que isso implique traição. Odeio relações-chiclete. Quero que ele queira ficar sozinho, queira fazer coisas sozinho para ter as suas experiências e me contar depois, com um entusiasmo só dele. Quero poder sentir saudades, para que quando nos encontremos de novo possamos começar mais uma vez, comportando todas as novidades de cada um.

Procuro um homem imaginativo. Não um que viva no mundo da fantasia, mas um que saiba usar a criatividade. Vocês sabiam disto? A criatividade é multifuncional. Pode tanto ser usada em situações extremas, na necessidade, como em situações... outras. É a imaginação que salva um relacionamento da ruína, porque todo o esforço imaginativo é, bem... um sinal de que você está fazendo o seu melhor para manter uma pessoa ao seu lado. E, se ele estiver fazendo esse esforço, é sinal de que acha que eu estou valendo a pena....

Procuro um homem que não me faça sofrer em eventos sociais. Que não goste de baile funk, forró, pagode, bate-coxas, vuco-vucos e arrasta-pés. Um homem que talvez me leve pra dançar, mas que desista da balada antes das 3h da manhã e me leve pra casa para jogarmos videogames e dormirmos juntos, ainda meio atordoados pelo barulho e pela confusão. Porque eu também não pretendo forçá-lo a sair por aí para "fazer um social" meio mambembe e falso com a intenção única de apontá-lo e dizer para os outros "esse é meu macho". Se estivermos juntos, não é porque quero exibir meu "bichinho de estimação" pra todo mundo; é porque isso nos satisfaz de alguma forma.

Procuro um homem que queira uma relação recíproca. Não quero um deus, não quero um escravo; quero um companheiro. Alguém pra me socorrer quando eu precisar e alguém pra eu socorrer quando ele precisar. Alguém que aprenda comigo, mas com que eu também possa aprender muito. De relações unilaterais já estou farta! Chega de platonismos, de idealizações etéreas. Quero um homem que diga palavrão de vez em quando e que ouça os meus sem achar vulgar. 

Procuro um homem que goste de sexo. (...) Num limite normal. Mas isso não deve ser difícil de achar. Então encerremos a lista, antes que as coisas fiquem mais comprometedoras.:)

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Eu?
Eu tenho a oferecer uma garota cheia de defeitos, exigências (e autoexigências) absurdas e pouca beleza física, mas certo nível de inteligência, de paciência e de competência. Uma garota que nunca vai pedir anéis de diamante (até porque ela não usa anéis e não vê graça em pedras), e que vai preferir andar de ônibus com alguém legal de conversar e de admirar do que pegar carona no carro esporte de algum babaca. Uma garota que pretende trabalhar para conseguir ter sua própria vida em vez de exigir que o garoto pague as suas contas. Uma garota que parece fria e indiferente, mas que oferece o que há de melhor àqueles que merecem a sua atenção e o seu comprometimento.
O que eu tenho a oferecer? Alguém com um corpo não dos melhores, uma cabeleira não das mais bonitas, mas que prefere ocupar seu tempo com coisas mais interessantes do que uma academia ou um salão de beleza. Alguém que prefere escutar a falar; traduzir a inventar mentiras, fofocas e intrigas.

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Texto baseado na postagem do blog da Ana, "A princesa e a Winchester".
Por que raios eu dei esse título esdrúxulo ao texto? Pra fazer esse paralelo com o post da Ana. O Yokosuka D4Y4 Suisei ("Cometa") foi um modelo de aeronave japonês (bombardeiro) usado na Segunda Guerra Mundial para missões kamikaze, o que explica muita coisa.
Legal ver como nossas insatisfações amorosas rendem postagem!;D

Agora, para efeitos práticos, quesitos que podem ou não estar presentes no rapaz:
1) Aparência geral: é sabido (ou não) que eu tenho preferência por garotos com traços orientais... Mas evidentemente a etnia não é problema, contanto que tenha pelo menos uma aparência agradável ("charme") e preencha a lista acima. Tendo isso em vista, orientais, loiros, morenos, negros, índios, mestiços de variadas etnias,... são válidos.8D
2) Idade: Se puder ser mais velho do que eu, tanto melhor. O que cobro mais é maturidade mesmo.
3) Altura: Mais alto ou mesma altura. De qualquer modo, é difícil ser mais baixo do que o meu 1,55m...:P
4) Largura: Eu não posso exigir muito, mas que não seja exageradamente gordo.:)
5) Pontos a se frisar: mãos, ombros, pescoço, olhos. E que de preferência tenha algum bom senso no uso de todo o conjunto...:D
6) Pontos extra: ser músico. Músicos são sexy - não incluindo cavaquinhos, pandeiros e instrumentos que vocês já podem prever. E/ou gostar de cozinhar. E/ou ser organizado. E/ou saber fazer massagem. E/ou ter algum tipo de talento artístico inesperado (com exceção de poesia, poesia é tão chata). Etc.


E assim se encerra essa postagem deprimente, com ares de carta de suicídio amoroso.
Obrigada!:)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Blackbook do Fulano de Tal

(Por um 2010 mais sincero no que realmente interessa.)

O ano passado já acabou faz um tempinho, mas demorei pra comprar uma agenda para 2010. Já falei que sou louca-tarada-demente por agendas? Pois é.
Não que eu as use todos os dias; normalmente, utilizo minhas agendas como scrapbook, algo do tipo "vou colar essa figura bonita aqui", "vou escrever essa frase bonita com créditos errados ali", "vou rabiscar esse desenho homoerótico satírico acolá" etc. Fora todos os ingressos de cinema, os catálogos de chás, perfumes, restaurantes de Caxias do Sul, entre outras recordações do ano correspondente.

Por exemplo, no primeiro dia do ano, costumo anotar a última playlist do ano passado - só pra ter uma ideia das músicas ouvidas. Este ano não fiz isso. Aliás, este ano, comecei escrevendo um conto looooongo que ainda não terminei, pra variar. Ahem. :P

Enfim, olhando todas as "features" das minhas agendas, pensei: "e se alguém resolvesse fazer uma agenda menos artificial"? "Bom, provavelmente acabaria sendo o 'livro negro' de cada um"...

01. A capa
No meu livro negro, a capa não seria feia, porque isso é muito clichê. E já tem agendas o suficiente com capas feias por aí.
Talvez fosse uma paisagem - para não desvirtuar completamente o objetivo do negócio, poderia ser um deserto, ou uma geleira. Algum lugar árido, inóspito, ou, para efeitos cômicos, uma daquelas fotos motivacionais com pessoas de várias etnias se dando as mãos e sorrindo. Em algum canto da capa, uma citação bíblica - de preferência do Apocalipse ou inventada; algo como "E disse Deus em sua ira: 'Olha o que fizeram com o meu guri, bando de putos!' Judas I. 23,1-13".
Logo de cara teria aquele espaço para pôr o nome: "Este livro negro pertence a (Fulano de Tal)".

02. Cartela de adesivos
Nada de viadagens do tipo "Te adoro!", "Estudar", "Urgente", "Médico", "Prova", "Oba!", "Curti!", "Para/de...".
Adesivos de bichinhos, tudo bem. Mas tudo voltado para o propósito da agenda: adesivo fofo de sapinho estilo Keroppi? Só se vier com a legenda "Para botar na boca do sapo". Borboletas? Legenda "Enrustido". Cãezinhos? Tag "Mijou fora do penico". Gatinhos? "Deu pra todo mundo". Peixinhos? "Se fez de peixe morto". E assim por diante.:)
Os adesivos de "Telefonar" virariam "Arranjar desculpa pra cancelar". Os de "Prova" seriam "Fingir estudar para". Incluiria alguns outros interessantes: "Falta de laço", "Me aguarde", além de uns mais positivos como "Diversão adulta fácil e gratuita" e "Amigo rico".
De um modo geral, passaríamos dos adesivos de florzinha para adesivos de cocozinhos.:)
Os únicos adesivos normais seriam os de "Lembrar". Veremos por que no quarto item.

03. Dados pessoais
Pra quê dados pessoais? Isso é um blackbook! Você não quer que as pessoas saibam o seu endereço pra mandar ratos mortos, nem o seu telefone para passar trotes de madrugada, nem o seu e-mail para mandar spams e correntes "da paz", muito menos o seu tipo sanguíneo para melarem com o seu teste de HIV!
O nome (caso você tenha sido burro de colocar um de verdade) ou pseudônimo da capa deve bastar.

04. Componentes
Calendário: nenhum feriado marcado, de modo a dar liberdade para seu usuário escolher quais os dias serão feriados. Afinal de contas, não é todo o vagabundo que tem o dia 12 de outubro como feriado (médicos, taxistas, motoristas de ônibus, atendentes de 1,99, spammers...). Por outro lado, para alguns, segunda-feira pela manhã é feriado em qualquer dia, mês e ano. Dias que sucedem festas universitárias também.
Agenda de telefones e aniversários: 1 (uma) página, no máximo. Pra quê agenda se o seu celular provavelmente já tem gravado todo mundo (especialmente aqueles que você tem gravado com a única função de ignorar as chamadas)? E aniversários o Orkut/Facebook avisa (afinal de contas, os que interessam você provavelmente já tem na cabeça).
Planejamentos financeiros: meia página, no máximo. Você é pobre; vai planejar o quê, com que dinheiro? E não queira me provar o contrário, porque rico não tem agenda; tem secretária, contador, personal stylist e carolho a quatro.:)
Lista de livros: inexistente. A maior parte da população brasileira não lê nem rótulo de cerveja e você acha que vai ler livro, que é coisa de bichinha aviadada? A outra parte acha livro muito caro e prefere comprar TV de LCD pra ver a novela das oito ou pei-per-viu pornô.
Lista de CDs: inexistente. Já ouviu falar em download? Mas se bem que ainda tem camelô, peraí... Tá, concedo meia página pra você colocar aquela coletânea do Furacão 2000 que o tiozinho tá fazendo por um preço camarada...
Lista de filmes: uma página com umas dez linhas pra você enumerar todos os seus preferidos, a maioria provavelmente da Sessão da Tarde (que com muita sorte, e contando a continuação de Lagoa Azul, deve dar dez mesmo).
Amigos legais: você tem três linhas e dez segundos para preencher com nomes antes que a página se autodestrua. E não vale olhar no Orkut nem escolher entes familiares, imaginários ou não-humanos!
Lista negra: o grande filé da agenda. Aqui você tem cerca de 50 (cinqüenta com trema porque eu quero!) páginas para preencher com os nomes dos seus desafetos, gente que vai de inimigo íntimo a vizinho desconhecido, celebridade fatalmente odiada e atendente de telemarketing do Bradesco. Aqui você pode usar aquela cartela de adesivos do início conforme lhe aprouver. E antes que me digam que isso é ideia das "Mean Girls", eu digo que é verdade! Mas listas negras são mais antigas do que esse filme... Além disso, aqui nós teríamos uma agenda completa, com adendos ultracharmosos, sempre privilegiando a sinceridade destrutiva de seus usuários.
Páginas dos dias do mês: componentes de uma agenda normal. Mas com um charme a mais: adicionada a seção "Incomodação do dia" com a subseção "Responsáveis". Aqui seriam usados aqueles adesivos de "Lembrar" supracitados, para que você JAMAIS esqueça os nomes dos filhos-da-puta que já atravancaram sua vida. Nem que seja para preencher com "Sr. Bill Gates" naquele dia em que seu Windows executar uma operação ilegal e fechar sua monografia de 200 páginas não salvas.

05. Plus
Botão de autodestruição: você certamente não gostaria de se desgastar com explicações sobre um ou outro beltraninho mencionado na agenda. Processo por difamação deve ser chato, muito embora o Brasil seja uma das capitais mundiais da fofoca e do boato infundado iniciado por recalcado fracassado (sigla BIIRF).
Espelho interativo: na contracapa interior da agenda, um espelhinho no melhor estilo "rainha-bruxa-malvada-da-Branca-de-Neve". Interativo por causa de algum mecanismo toscamente desenvolvido (provavelmente um disco giratório de papelão, ou algo assim), com a função de escolher frases aleatórias para presenteá-lo com um pouco de autocrítica após tanto falar mal dos outros. Sugestões de frases: "Sintoma: cara de cu; diagnóstico: falta de foda"; "Já arranjou trabalho? Dica: é nos classificados, não no espelho"; "O que você chama de poros eu chamo de crateras"; "Inchado? A não ser que você seja um baiacu, meu filho, você tá é gordo!:)"; "Se existe alguém mais belo? Erro: excesso de informação" etc.

Minha agenda de 2009, com pensamentos elevados.:)


Um Feliz 2010 pra todos vocês! :)

(E façam(-se) o favor de priorizar a própria vida sobre a vida dos outros. Tenham certeza de que os problemas de vocês são bem piores do que os de qualquer um dos "brothers" de qualquer um dos 10 Big Brothers.)

Jaa!o/

sábado, 19 de dezembro de 2009

Yomu, yomimasu, yondeiru

Gostaria de fazer uma denúncia: neste ano, Livraria Cultura, sebo Traça, Estante Virtual, livraria Londres e Instituto de Letras fizeram um complô contra a minha pessoa.
Cada vez que adentrava esses lugares (física ou virtualmente), exceto pelo IL, minhas finanças diminuíam. /emoticonmagoado
E mimimi.

No fim das contas, sobrou essa checklist de livros comprados esperando leitura:

1) "Eu sou um gato" (Wagahai wa neko de aru), Sôseki Natsume.
2) "Há quem prefira urtigas" (Tade kuu mushi), Jun'ichirô Tanizaki.
3) "Contos da palma da mão" (Tenohira no shosetsu), Yasunari Kawabata.
4) "A casa dos espíritos" (La casa de los espíritus), Isabel Allende.
5) "Todos os nomes", José Saramago.
6) "Ficções" (Ficciones), Jorge Luis Borges.
7) "Diário de um velho louco" (Futen rojin nikki), Jun'ichirô Tanizaki.
8) "O livro de areia" (El libro de arena), Jorge Luis Borges.
9) "O livro dos seres imaginários" (El libro de los seres imaginarios), Jorge Luis Borges.
10) "Recordações do escrivão Isaías Caminha", Lima Barreto.
11) "Os sertões", Euclides da Cunha.
12) "O pai Goriot" (Le père Goriot), Honoré de Balzac.
13) "Bestiário" (Bestiario), Julio Cortázar.
14) "Contos de Grimm - Volume I" (edição da L&PM Pocket), irmãos Grimm.
15) "Contos de Grimm - Volume II" (edição da L&PM Pocket), irmãos Grimm.
16) "Odisséia II - Regresso" (edição bilíngue e em três volumes da L&PM Pocket), Homero.
17) "Odisséia III - Ítaca" (edição bilíngue e em três volumes da L&PM Pocket), Homero.
18) "Miso Soup", Ryu Murakami.
19) "Crônica da estação das chuvas" (Tsuyu no atosaki), Nagai Kafu.
20) "O país das neves" (Yukiguni), Yasunari Kawabata.
21) "Todos os fogos o fogo" (Todos los fuegos el fuego), Julio Cortázar.
22) "Contos completos", Virginia Woolf.
23) "Contos gauchescos", Simões Lopes Neto.
24) "Mulher das dunas" (Suna no onna), Kobo Abe.
25) "Caminhos cruzados", Erico Verissimo.
26) "O prisioneiro", Erico Verissimo.
27) "O resto é silêncio", Erico Verissimo.
28) "As histórias preferidas das crianças japonesas - Livro 1".
29) "As histórias preferidas das crianças japonesas - Livro 2".
30) "Admirável mundo novo" (Brave new world), Aldous Huxley.
31) Etc.

Releituras que quero fazer:
1) "As viagens de Gulliver" (Gulliver's Travels), Jonathan Swift.
2) "Decamerão" (Decameron), Giovanni Boccaccio.
3) "Caçando carneiros" (Hitsuji wo meguru bôken), Haruki Murakami.
4) Etc.

Leituras aguardando na biblioteca:
1) "Kitchen", Banana Yoshimoto.
2) Etc.

Leituras aguardando em algum lugar do universo:
1) "Livro das Mil e Uma Noites" (todos os volumes *_*), com tradução do Mamede Mustafa Jarouche.
2) "Shogun", James Clavell.
3) "Dom Casmurro", Machado de Assis. (yup, não li ainda)
4) "Mansfield Park" (edição bilíngue), Jane Austen.
5) "Musashi", Yoshikawa Eiji.
6) Qualquer livro de fábulas, folclores, mitologias, contos do imaginário popular.
7) (Insira aqui qualquer coisa, pois essa é uma lista de Letrista, ou seja, uma lista que vai ao infinito)

Já lidos:
1) "Dublinenses" (Dubliners), James Joyce.
2) "Coração" (Kokoro), Sôseki Natsume.
3) "A casa das belas adormecidas" (Nemureru bijo), Yasunari Kawabata.
4) "Crônica de uma morte anunciada" (Crónica de una muerte anunciada), Gabriel García Márquez.
5) "A metamorfose" (Die Verwandlung) e "O veredicto" (Das Urteil), Franz Kafka.
6) "Contos Fantásticos" (edição L&PM Pocket), Guy de Maupassant.
7) "Madame Bovary", Gustave Flaubert.
8) "Odisséia I - Telemaquia" (edição bilíngue e em três volumes da L&PM Pocket), Homero.
9) "O cortiço", Aluísio Azevedo.
10) "Esaú e Jacó", Machado de Assis.
11) "O Ateneu", Raul Pompéia.
12) "A dançarina de Izu" (Izu no odoriko), Yasunari Kawabata.
13) "Rashômon e outros contos", Ryûnosuke Akutagawa.
14) "Kyoto" (Koto), Yasunari Kawabata.
15) "Hojôki", Kamono Chômei.
16) Etc.

Fora as leituras, nestas férias quero catalogar direito meus livros, meus documentos do PC, fazer origamis bonitos, desenhar, ser relativamente sociável, escrever no meu diário, terminar minhas histórias. Isso enquanto me acabo de ansiedade pelos resultados do Nôryoku Shiken (exame de proficiência em Língua Japonesa), que por sinal me fez perder o reencontro com um amigo que eu não vejo há séculos, sendo que estou até agora sem cara pra marcar alguma coisa... Afs, enfim.

Fuckity fuck.

{Yomu = ler (simples); yomimasu = ler (polido); yondeiru = lendo (simples); JAP}