sexta-feira, 24 de abril de 2009

Lista

Dando uma remexida nos meus DVDs de backup, descobri os blocos de notas em que eu escrevia as postagens do meu primeiro blog. Numa dessas, encontrei esse questionário nada original; e acabei lembrando de como eu gostava de preencher questionários...:)
Ei-lo, com modificações.;D

Uma música que...

01) Me faz dançar: "Honey Come Honey", de Surface. "Meglio Stasera", do Michael Bublé. "Michael", de Franz Ferdinand.
02) Me faz feliz: "Ouchi ga Ichiban", da Koorogi Satomi, abertura do anime Chi's Sweet Home.
03) Me faz lembrar de um amigo(a): "Nobody Loves You", de Garbage. "You're My Best Friend", de Queen.
04) Me entristece: "Hitori Jouzu", da Nakajima Miyuki. "Creep", de Radiohead.
05) Me alegra: "Lollipop" ou "Grace Kelly", do Mika. "Robinson", de Spitz. "Bathroom", de JUDY&MARY. "moustache" e "L.Drunk", da Kimura Kaela.
06) Diz muito sobre mim: "dolphin", da Kimura Kaela. "Erase, Rewind", de The Cardigans. "Phoenix", do Kazuya Yoshii. "TACTICS", de The Yellow Monkey. "Ordinary Angels (cover)", da Bonnie Pink. "Little Miss", de bôa. "Spiralling", de Keane.
07) Me faz lembrar alguém significante: "Raindrops Keep Fallin' On My Head", do B.J. Thomas.
08) Tocaria no meu casamento: "Shine, My Star", ou "La Ronde Lunaire", da Origa.
09) Tocaria no meu funeral: "Bend and Break", de Keane.
10) Faz meus amigos lembrarem de mim: os que não são do Japonês provavelmente se lembram de mim pela "Tokyo Drift (Fast and Furious)", dos Teriyaki Boyz. Vivem me falando nessa música, pelo menos... Os do Japonês lembram de mim pela "Sanpo", da Azumi Inoue, tema de abertura de Tonari no Totoro.
11) Gostava, mas agora nem tanto: "Outsiders", de Franz Ferdinand.
12) Faria tudo para ouvi-la num show: "Crystal Ball", de Keane. "The Fallen", de Franz Ferdinand. "Grace Kelly", do Mika. "Kabukichou no Joou", da Shiina Ringo.
13) Gosto da letra: "Jidai", da Nakajima Miyuki. "Killer Queen", de Queen. "Take What You Take", da Lily Allen. "Broken hearts, citylights and me just thinking out loud", da Bonnie Pink.
14) Gostaria de acordar com: "la salle de bain", da Shiina Ringo.
15) Foi tema de um dos meus filmes favoritos: "Anata no Kokoro ni", da Nakayama Chinatsu e "Furui Nikki", da Wada Akiko, ambas de Kiraware Matsuko no Isshou.
16) Me faz pensar no sol: "Catch the Sun" e "Coast to Coast", da Bonnie Pink.
17) Me faz pensar na chuva: "Nocturne ~rain song~", do BUCK-TICK. "Pendulum", da Bonnie Pink. "Watch Me Fall Apart", de Hard-Fi.
18) Me faz pensar na noite: "Mayonaka wa Junketsu", da Shiina Ringo. "Sakamichi", da Bonnie Pink. "NO IMAGE", da Kimura Kaela. "dress", de BUCK-TICK.
19) Me faz pensar em sexo: "GINGER (feat. MONKEY MAJIK)", da Anna Tsuchiya. "Honnou" e "Kabukichou no Joou", da Shiina Ringo. "Feeling Good", do Michael Bublé. "Deli", de mor ve ötesi. "TACTICS", de The Yellow Monkey. "Touch", de Wolfsheim. "Rocking Horse", da Nakashima Mika.
20) Me faz pensar em amor: "Haiiro no Hitomi", da Shiina Ringo. "Everything", do Michael Bublé. "You and I", "Monster" e "Private Laughter", da Bonnie Pink. "Megami", da Sasagawa Miwa. "Koi wa Maboroshi", de Tokyo Jihen.
21) Não é do meu "tipo" mas eu gosto: "Astrosexy" e "STARSTRUCK", de m-flo.
22) Posso cantar bem: "Somewhere Only We Know", de Keane. "Downtown", da Petula Clark. "Kiss Me", de Sixpence None The Richer. "Sanpo", da Azumi Inoue (?).
23) Gosto, mas é só instrumental: "One", "Fade to Black" e "From Out of Nowhere", de Apocalyptica. "Partita III für Violin Solo in E", do J.S. Bach. "Cannon in D (Quarteto de Cordas)", do Pachelbel.
24) Queria ter a voz de: Kimura Kaela, Dido, Bonnie Pink ou Shiina Ringo.:)
25) Menções honrosas pelos clipes: "STARs" e "L.Drunk", da Kimura Kaela. "Shuraba" e "Killer Tune", de Tokyo Jihen. "Ringo no Uta", da Shiina Ringo. "Do You Want To", de Franz Ferdinand.

Tecnicamente....

- Bateria: "Sunday Bloody Sunday", de U2 (Larry Mullen Jr.).
- Guitarra: "Shuraba adult ver.", de Tokyo Jihen (Ukigumo/Nagaoka Ryosuke).
- Baixo: "Ulysses", de Franz Ferdinand (Robert Hardy).
- Teclado/Piano: "Don't Stop Me Now", de Queen (Freddie Mercury).
- Vocal (feminino): "Ishiki", da Shiina Ringo.
- Vocal (masculino): "Walk Away", de Franz Ferdinand (Alex Kapranos).


Jaa!o/

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Certificado de Perdedor

Reza a lenda que o prezadíssimo senhor H. residia em um muquifo situado numa larga avenida da cidade, de frente para a poluição sonora e de lado para a vista do próximo prédio.
Nunca o arrumava, pois sabia que cedo ou tarde acabaria mergulhado na sua própria bagunça novamente. Os bolos de poeira se acumulavam pelos cantos. A gordura das paredes já havia virado parte da pintura. De vez em quando ele tinha acessos de alergia, micoses, encontros com insetos variados, mas nada que os antibióticos e anti-histamínicos não resolvessem.

O senhor H. tinha um diploma bastante pomposo - ninguém (nem mesmo o próprio H.) sabia muito bem de quê -, pendurado na parede, ao lado de um outro certificado qualquer, e dava aulas. Sim, ele professava seus grandes conhecimentos aprendidos e fixados há cerca de duas décadas com orgulho. Aquele diploma já o havia salvado diversas vezes, era um grande companheiro seu frente às adversidades da vida e do mercado de trabalho.

O homem se dizia uma vítima do ritmo frenético do cotidiano em uma cidade grande, uma vítima do capitalismo enlouquecido, uma vítima daquela sociedade desigual, uma vítima de sua memória envelhecida, falha e corrompida, uma vítima de sua ex-mulher. Enfim, era ele, uma vítima. Incapaz de se adaptar aos valores modernos, ele permanecia mergulhado no seu saudoso passado, a época do 'paz e amor', das discotecas, do amor livre e dos embalos de sábado à noite. O que havia acontecido àqueles anos dourados?

O senhor H. não conseguia concluir nada do que iniciava. Não lhe interessava isso, ele não conseguiria de qualquer modo. Os cursos que havia iniciado estavam parados na metade; desistira pois queria mudar de horizontes. As pessoas a quem ele professava os seus ensinamentos eram muito apressadas; queriam concluir tudo algum dia, onde já se viu? Por isso acabava desistindo de seus empregos, mudando constantemente. Era um espírito livre, oras! Merecia mais do que um trabalho contínuo e entediante, uma vida difícil e repleta de obstáculos financeiros. Merecia mais, não era como os outros.

Ele já trabalhara em vários lugares, mas, como todo o gênio, não conseguira fazer aceitar seus métodos e seus horários (e já recusara tantos empregos por essas limitações de visão dos empregadores!). Vinha, tão paciente, passar seu conhecimento, sua experiência de vida àqueles jovens aprendizes; quanto mais, no entanto, ele professava, mais vorazmente os alunos lhe vinham com questionamentos - como gafanhotos, ele pensava, como gafanhotos. Para compensar os dias em que os bombardeios de perguntas eram maiores, ele se ausentava nas semanas seguintes. Eles deveriam compreender que aquele não era o seu ritmo! Aos poucos, além de todo o resto, o senhor H. estava se tornando vítima também de seus estudantes.

Toda essa gula, todo esse desespero jovem de saber e enumerar conhecimentos lhe causavam aflição, pois passava horas depois relembrando tudo o que não havia conseguido responder. Sentia-se inútil, impotente, perseguido e condenado, procurava alento em vícios diversos, alento que nenhum ser humano lhe conseguiria dar, pois era incompreendido por seus semelhantes. Via o mundo de ponta-cabeça, deprimia-se, cantava, chorava, colocava o som no último volume, perturbando a vizinhança, ria sozinho.

Acordava envergonhado, sentia-se o rei nu.
Na caixa de correio, a intimação da Justiça para pagar a pensão; na porta, um comunicado do condomínio pedindo que respeitasse o horário de silêncio; no computador, centenas de e-mails não-lidos de amigos, de alunos, de colegas. Na parede, o seu diploma, ao lado do seu certificado de perdedor.


------------------------------------------------------------------------------

Minha autoria.:D
Se quiserem divulgar (olha a pretensão da criança!), ok, mas não creditem a outros autores. E se possível linkem.
Méh!;)

Jaa!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Beterrabanete

Desde pequena tenho essa dificuldade de fazer a diferenciação entre beterraba e rabanete. Afinal de contas, eles tem sílabas que coincidem, são (pelo menos por fora) roxos/rosa-arroxeados e não faziam parte da minha dieta até pouco tempo atrás.
E eu continuo confundindo um com o outro.:D

----------------------

Carnaval, quadris em abundância e em movimento, intermináveis batidas de tambor...
Se mesmo o do Rio de Janeiro com aquele garbo, e o da Bahia com aqueles baianos incansáveis me deixam aflita, imagina o daqui de Porto Alegre, deprimente, com meia dúzia de "gatos-pingados", fantasias de papelão e papel-machê...
Adivinhou: eu não gosto de Carnaval, nem de Ivete Sangalo, nem de Cláudia Leitte, nem de acompanhar os desfiles, as falcatruas e tudo mais. Eu gosto do feriado. :)
Por isso fui dar um rolê pelos parreirais da serra gaúcha... Fiquei num hotel delicioso, nem vi o Oscar (me pergunto se aquele filme dos hindus vale mesmo tudo aquilo), fiz trilhas, visitei igrejinhas e igrejonas (sem nem ser católica), bebi bastante suco de uva (e um pouco de vinho), caí na piscina, e ouvi muito sotaque "italiáááno".
E fiquei feliz ao constatar que as pessoas sempre me dão menos idade - gozado que até pouco tempo era o contrário.;D
A coisa mais Carnaval a que assisti foi a Gala Gay, voltando a PoA. Medo.:)

----------------------

Momento consumista...
Tô comprando toda a linha Kokeshi Club. Já tenho chaveiro, penduricalho de celular, cadernos e cinco bonecas (Mari, Haruko, Sayaka, Michiko e Kaori). Haja dinheiro e haja espaço pra botar tanta boneca!o.õ

Se existe um traço de mangá que eu ficaria feliz em saber fazer é o de Blood+. Se existe uma personagem que eu gostaria de ter criado, é a Oosaki Nana. Se existe um roteiro de humor que eu gostaria de ter escrito é o de Ouran. De romance, seria o KareKano. Etc. Só pra resumir as minhas coleções, além de xxxHolic e Hellsing. Ah, aproveitando a seqüência de idéias (dois erros juntos, veja só!), se existe um mangá que eu NÃO gostaria de traduzir é o Hellsing. Pelos "freetalks" do autor, o cara é pirado.

----------------------

De repente o Sputnik Vanik ficou mais atualizado do que este aqui. Até que eu já romanizei bastante coisa...:O
Mas o mais difícil nem é romanizar; o mais complicado é quando tenho que passar para kanji novamente, como as músicas da Meiko Kaji, que um ano depois eu já não sei mais como foi que consegui acertar as palavras sem enxergar os ideogramas direito naquelas imagens de baixa resolução dos livretos... O fato é que escrever uma letra em Japonês é uma arte mesmo. E artistas como a Meiko ainda me dão trabalho por escolherem kanjis obsoletos para palavras modernas, etc.
Aliás, isso é uma coisa interessante no Japonês - poder brincar com os ideogramas de palavras "quase-sinônimas" e suas leituras... Boiou? Ok.

A Língua Japonesa é composta por dois conjuntos diferentes de fonogramas (símbolos que representam sons, como o alfabeto ocidental), o hiragana e o katakana, mais um conjuntão de ideogramas (símbolos que representam idéias completas), os kanjis. Isso é o que torna o Japonês um idioma tão complexo e cheio de possibilidades de trocadilhos e preferências estilísticas. Se você considerar que nós ocidentais, por exemplo, utilizamos uma escrita só de fonogramas, e que os chineses, só uma de ideogramas, o Japonês é uma das únicas línguas (não digo a única porque não conheço todas!) que consegue fazer uma mistura tão interessante.
Na música, os artistas aproveitam essa riqueza para fazer brincadeiras com kanjis obsoletos, kanjis de leituras diferentes mas significados semelhantes, leituras em hiragana (silabário para palavras japonesas, conjunções, conjugações, etc.), katakana (silábario para palavras estrangeiras e que acaba se prestando como um "negrito" quando se quer destacar algo) e kanji.

Por exemplo: na música Urami Bushi (na trilha do Kill Bill, "My Grudge Blues"), da Meiko Kaji, no início da segunda estrofe, ela canta "Sadame kanshi to akiramete". Na letra do livreto, está escrito "運命冠しと あきらめて". O que houve? A leitura mais comum daqueles dois kanjis destacados [運命] é UNMEI (destino, carma); ela, no entanto canta SADAME (destino, karma, lei), cuja escrita mais comum em kanji seria [定め]. Inclusive, no livreto, sobre os kanjis indicados tem a leitura "alternativa" que a Meiko dá à letra.
Na mesma canção, outro exemplo de coisas que se perdem na romanização e na tradução: a mesma palavra em kanji e hiragana (ou katakana). Na estrutura da música sempre tem uma linha de cada estrofe que ela repete três vezes a mesma palavra; na primeira, BAKA (idiota, estúpido), na segunda (e na quarta e na sexta), ONNA (mulher), na terceira, TSUKINU (interminável), na quinta, MOERU (queimar, arder). Só que, na letra escrita, quem lê sem saber Japonês acha que são palavras diferentes, pois Meiko faz uma espécie de gradação: [馬鹿な バカな] é "baka na BAKA na", primeiro em kanji, depois em katakana (para dar destaque); [ おんな] é "onna onna", primeiro em kanji, depois em hiragana; [きぬ きぬ] é "tsukinu tsukinu", novamente em kanji e hiragana; e, por último, [える える] é "moeru moeru", com a mesma combinação de kanji e hiragana.

Por essas e outras, adoro transliterar; mesmo sem muitas vezes saber o sentido completo da música, começo a aprender sobre certas particularidades.:)


Jaa!o/

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

(A Minha) Introdução à J-Music

Hoje quando você entra em um fórum de discussões sobre J-music e diz que gosta de, por exemplo, Asian Kung-Fu Generation, é praticamente crucificado (além de acusado de n00b, newbie, novato) pelos idiotakus. A idéia que esses sabichões normalmente têm é a de que, para ser fã de verdade, você tem que conhecer até os mais obscuros nichos da indústria fonográfica nipônica. Músicas e bandas popularizadas por anime são lugar-comum. Não que isso seja mentira, mas o que eles esquecem é que elas são o começo... Vou contar minha trajetória de fã de músicas japonesas.

Em meados de mil novecentos e noventa e tô ficando velha, a minha geração assistia ao florescimento da indústria de animes e tokusatsus no Brasil: Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Dragon Ball, entre outros. Esse foi o início (confesso que pouco expressivo, no entanto) da minha paixão pela cultura japonesa.
Na época, não tínhamos Internet (nem computador!) em casa, então normalmente o que sabíamos sobre as séries provinha de revistas de qualidade duvidosa com informações nem sempre atualizadas sobre o assunto.

Anos mais tarde, no início do novo milênio, veio o computador (primeiro sem Internet, depois com a discada, eu lembro!), mas aí as séries já eram outras: a mais adorada por mim era Card Captor Sakura. Foi com essa da Clamp - depois de muitos pop-ups, caídas de linha, longas esperas por fins-de-semana e feriados, links quebrados - que conheci o verdadeiro poder disseminador da Internet. Eu, com meus 10, 11 anos, fiquei estupefata ao escutar pela primeira vez uma música em Japonês ("Catch You Catch Me", o tema de abertura) e notar, ao acompanhar a letra (em roomaji, óbvio), que a língua tinha um "quê" de familiaridade e simplicidade. A globalização me atingiu em cheio e, nesse caso, me apaixonou.
A partir daí, toda trilha de anime que me encantava de alguma forma, eu procurava nos meus meios rudimentares e baixava. Obviamente, até novas ferramentas de disseminação surgirem (os peer-to-peer, torrents, sites de hospedagem de arquivos, Orkuts da vida) minhas séries evoluíram de novo.

Quando eu já tinha um domínio minimamente decente dos meios de downloads, descobri, em uma madrugada do Cartoon Network, Samurai X (Rurouni Kenshin). Claro, me apaixonei pela história e por quase todos os personagens masculinos gostáveis do "elenco", mas tenho que confessar que foi quando o primeiro episódio chegou ao fim que tive o meu momento de nirvana.

O primeiro encerramento do anime é a minha razão maior de ter procurado outras bandas nipônicas no mundo da web. O nome da música é "Tactics", tocada por uma das bandas que perdura no meu repertório: The Yellow Monkey. Esse grupo, na realidade, não existe mais. O que restou dele foi a carreira solo do vocalista, Yoshii 'Lovinson' ou Yoshii Kazuya (que também aprecio). A música da qual tanto gostei me apresentou a um nicho que eu ingenuamente julgava inexistente: o "Japanese rock". Ele não só existe como é variado, cheio de influências e, ao mesmo tempo, original.
E foi por culpa desse mesmo anime que acabei gostando de outros artistas como JUDY & MARY (eu também achava que era uma dupla, mas é uma banda de rock psicodélico com uma vocalista de voz estridente), Kawamoto Makoto (outra cantora de voz aguda e estilo psicodélico, embora mais pra folk) e Bonnie Pink (uma das artistas de que mais gosto, pela variedade de estilos).

Na época de Samurai X eu também assistia a outros animes do mesmo canal, como Gundam Wing (que me fez gostar, por uma longa fase, de TWO-MIX), Inuyasha (que me apresentou ao excelente Do As Infinity) e Yuu Yuu Hakusho (com as músicas do Takahashi Hiro e da Mawatari Matsuko). Depois disso, a Internet discada disse adeus e, com essa maravilha que é hoje, conheci outros animes, agora sempre na língua original (Full Metal Alchemist, Naruto, Bleach, Nana, Ouran, Fruits Basket, Evangelion, entre outros mil).

Então hoje, sempre que observo os idiotakus ridicularizarem alguém por gostar de "músicas de desenhos", lembro da minha fase de Asian Kung-Fu Generation (que não deixa de ser uma banda boa, embora eu tenha enjoado de tanto ouvi-los) e sorrio, pois foi assim que me tornei fã de J-music e conheci até algumas bandas que nem os próprios japoneses conhecem.:D


---------------

Aliás, faz um tempinho que não assisto a nenhum anime, dorama ou o que seja. Fora Cosmos (que série maravilhosa!), do Carl Sagan, e Desperate Housewives, que também estou dando um tempo, estou me concentrando nos filmes e livros. E música, claro.

Andei atualizando minha lista de filmes com "Les Chansons D'Amour", que confesso que só baixei por culpa do Louis Garrel. O filme em si, achei fraco; embora a música seja ótima.:D

Também vi, finalmente, Nana e Nana 2. A Mika Nakashima está quase perfeita como a Oosaki Nana (na minha humilde opinião, só faltou um pouco mais de humor). E como é magra essa mulher (tá certo que eu sou gordinha pra fazer uma comparação, mas a magreza da Mika continua espantosa)!
Claro que não dá pra ser fiel ao mangá e à série animada, mas achei que algumas coisas poderiam ser melhores: nenhum dos "Rens" me convenceu muito (não por falta de semelhança, simplesmente pelas atitudes); o Shin do Kanata Hongo foi mais convincente que o do Kenichi Matsuyama, mas ambos estavam quietos demais; de longe, o que mais me incomodou foi a Yuna Ito. Nada contra a cantora, o problema é que a Reira original não fica falando em inglês o tempo inteiro e... o TRAPNEST é pra ser uma banda de rock! As músicas da Mika (embora não sejam mais rock do que aquelas que ela fez como MICA 3 CHU) ainda convencem, mas as da Yuna são pop e pop descaradamente pop!xD
Das "Hachis" não tenho reclamações. As duas atrizes trabalharam bem.
Ah, só para registrar: o Takumi (Tamayama Tetsuji) é perfeito. E tenho dito.

Takumi -> Tamayama Tetsuji


Também vi nessas férias "Gone with the Wind" (E o Vento Levou), "The Sound of Music" (A Noviça Rebelde), "Nuovo Cinema Paradiso" (Cinema Paradiso) e "Charade" (Charada), para atualizar minha lista de filmes clássicos já vistos...:D
Adorei o da Julie Andrews; não gostei muito do primeiro citado; e, em comparação com o "Charade", prefiro o remake (nunca diga isso em uma sala de cinéfilos!) com a Thandie Newton, o Mark Wahlberg e o Tim Robbins, "The Truth About Charlie" (O Segredo de Charlie). Embora as atuações do Cary Grant e da Audrey sejam impagáveis!:D
E "Nuovo Cinema Paradiso" vale cada segundo!:)

Revi pela TV "Hook" (Hook - A Volta do Capitão Gancho) e amei de novo - contrariando a crítica - ; pelo computador, "Pocahontas" (da Disney), uma das minhas animações preferidas, e "Dogma", que continua engraçadíssimo pra mim.:D

Domingo passado vi "Silent Hill" (Terror em Silent Hill), mas confesso que entre repentinas "zapeadas" e desvio de olhares. Filmes de terror ainda não são o meu forte - o problema é que a curiosidade às vezes é mais forte...:P
E ontem vi "Mimi wo Sumaseba" (Se Você Ouvir com Atenção - tradução, acho que não saiu aqui no Brasil...). Muito, muito, muuuuuuuuuuito fofo!*.*
Studio Ghibli sempre se superando! Se eu já tinha gostado da Chihiro, da Kiki, do Totoro e do Howl, esse só fez com que eu me apaixonasse mais ainda pelos trabalhos do estúdio. E, sim, eu assisto a filmes infantis ainda...:D

Também assisti a "Chariots of the Gods" (Eram os Deuses Astronautas?) sem legendas (não que precise muito) e achei as teorias bem interessantes. Mas só realmente me interessei por esse filme depois que a minha mãe o citou enquanto assistíamos ao "Indiana Jones 4"...:D

Ufa! Até que filmes eu vi bastantes...:D

Livros que li a pouco ou estou lendo: "O Cortiço", do Aluísio Azevedo (livro ótimo, já terminei); "A dança do Universo", do Marcelo Gleiser (sobre os mitos de criação, Física e... bom, cosmos); e "Senhor Embaixador" (do meu amado Erico Verissimo).:)

Músicas? Ando fixada na trilha de "Les Chansons D'Amour", na dupla de japonesas fofas do RYTHEM, no novo single da Kaela Kimura, e nos "velhos" álbuns do Yoshii Kazuya (*o vídeo do link é um cover, na verdade; mas o usuário que o fez é talentoso, dá pra ter uma boa idéia da música). :)

--------------

Vou transformar meu antigo blog do projeto de História do colégio em um redutos das letras (de música) romanizadas por mim. Assim, mantenho ele vivo e dou uma amenizada no perigo de perder o meu trabalho.:)


Putz, depois de tanto tempo sem escrever vem isso tudo... :D
Jaa! o/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Só pra garantir este refrão...

Início de ano, pós-vestibular, passei.

Agora é hora da limpa de papéis... E, meu Deus, quantos papéis cabem em um só armário... Finalmente vou poder me livrar das coleções inteiras de Física, Química, Matemática!
Aliás, dos uniformes já me livrei: todos doados para o colégio.:D

A única coisa que tenho guardado são as agendas desde a 7ª série. Nossa, como eu gostava de escrever - besteiras, diga-se de passagem. Teve até um semestre em que decidi (por mongolice, provavelmente) anotar tudo o que havia se passado nos períodos de aula...o.O
Era muita falta do que fazer...xD

Mas, acreditem, rasgar as famigeradas provas bimestrais do colégio foi uma senhora terapia!:D
Além dos trabalhos mal-feitos (os bem-feitos eu guardo, hehehehe), dos resumos pela metade (os inteiros eu guardo, hahahaha), das folhas de caderno sem desenhos (as com desenhos... hihihihi).

-----

Odiei essa reforma ortográfica dos infernos.
E depois que li a entrevista com o "papa da reforma ortográfica", Evanildo Bechara (anotem o nome, façam um bonequinho de vodu e se divirtam) odiei mais ainda. Só porque não tem mais idéias do que fazer pra ganhar dinheiro, fica acabando com as nossas idéias, e transformando-as em ideias.
A história do hífen, vá lá. Mas mexer com o trema é o maior sacrilégio que uma pessoa pode cometer. O trema é ÚTIL, porra. Sinceramente, não vou agüentar escrever pinguim. Vão encher lingüiça de outros!

(Obviamente eu vou ter que me adaptar, mas posso me revoltar internamente.)

Essa reforma só serviu para que eu entendesse a frustração sentida pela turma que escrevia tudo com a grafia dos circunflexos perplexos. Grafia essa que ainda pode ser lida nas tampas de metal dos esgôtos de Pôrto Alegre.

------

Top 5 de Sonhos Pós-Vestibular:
01. Você fugindo (sabe-se lá pra onde) do fim-do-mundo com a sua turma de colégio por um dos seus antigos colégios...
02. Você em uma espécie de jogo de video-game tendo que enfrentar uma bruxa (??).
03. Você em um castelo antigo com uma queda d'água e um "lago interno" cheio de peixes gigantes dispostos a comer quem cair na água. E você está com a sua turma de colégio...
04. Você em uma biblioteca antiga e gigantesca com uma amiga, tentando resolver um enigma munida apenas com uma flauta mágica.
05. Eu devia ter anotado algo, porque agora não me vem mais nada à mente...

Jaa!o/

domingo, 28 de dezembro de 2008

Eu não gosto de poemas.

Na verdade, é mais complicado do que parece. Eu até gosto de poemas, mas não agüento ficar lendo um livro de poemas. Gosto de Castro Alves e de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) e um pouco de Manuel Bandeira, mas sentar e ler a coletânea da vida de algum deles é especialmente chato. Isso provavelmente porque (claro) eles nem sempre acertavam a mão...

Sei lá. Simplesmente não tenho paciência para poemas longos, com rimas preciosas e conteúdo etéreo, flutuante e platônico. Eu gosto de "Porquinho-da-Índia" e "Pneumotórax", do Manuel Bandeira; gosto do "Navio Negreiro" do Castro Alves; gosto daqueles "Começo a conhecer-me. Não existo.", "Grande são os desertos...", etc. do Álvaro de Campos; gosto das pérolas de sabedoria do Mário Quintana do "Caderno H"... E enumerando os poemas e poetas que já li e gostei, chego à conclusão de que gosto de poemas em prosa praticamente.

Poemas em prosa me parecem muito mais genuínos e naturais. Talvez eles não tenham sido tão trabalhados e pensados como os feitos por sapos-tanoeiros, mas os sentimentos são mais plausíveis.

Os únicos poemas legítimos que aturo são em forma de música. Esses, curiosamente, amo.:)

[A seguir, Álvaro de Campos. Como não gostar?]

"(...)
Mas até nem parvo sou!
Nem tenho a defesa de poder ter opiniões sociais.
Não tenho, mesmo, defesa nenhuma: sou lúcido.
Não me queiram converter a convicção: sou lúcido!
Já disse: sou lúcido.
Nada de estéticas com coração: sou lúcido.
Merda! Sou lúcido."
(Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa...)

E este, que merece publicação integral...

Poema em Linha Reta
"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo.

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,

Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,

Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,

Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,

Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado

Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,

Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?

Eu, que venho sido vil, literalmente vil,

Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
"

-------

É estou melancólica, por decorrência das "contabilidades" de final de ano, por decorrência do vestibular e de outras maravilhas.

-------

Feliz Natal!
E um ótimo Ano Novo pra todo mundo!:)

Feliz Ano Novo" meio Japonês, mais ocidental...

Jaa, nee!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Você sabe que tem algo errado quando...

... a página inicial do Terra lança uma enquete perguntando qual o crime que mais chocou em 2008.
Aliás a imprensa deita e rola quando tem um desses megadesastres ou crimes. É impressionante como, de repente, surgiram casos de "meninas Isabelas" por aí...

Não que os crimes não devam ser noticiados; o problema é todo o sensacionalismo que se usa para isso. As fotos, as entrevistas exclusivas com fulano ou sicrano que algum dia na vida já viu a vítima ou os acusados... Tudo é manchete. E com que finalidade? Alertar a sociedade sobre os malucos que existem por aí? Não sei se funciona ou se gera mais medo, porque parece que os jornalistas só trabalham com isso e com tudo o que o ser humano pode fazer de mal ao outro.

Sadismo. Criar caso em cima de situações onde alguém saiu ferido é uma forma de alimentá-lo. Aliás, nossa sociedade parece ser movida a sadismo. Ou alguém consegue uma explicação melhor para a existência de filmes como "Jogos Mortais" e "O Albergue", e programas de "sobreviventes"?


o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o

... futebol vira desculpa para sair quebrando tudo e matando pessoas.
Você quer perder um pouco de tempo e grana assistindo a uma partida negociada por homens carecas, barrigudos, que não jogam por conta própria e que não tem outra coisa a não ser dinheiro, vá lá...

Agora, sair depredando ônibus - fora o resto da cidade, que vira uma lixeira - e matando torcedores do outro time, tenha dó!
Nem pra sair da vida de merda que vivem tem tanta energia quanto pra defender uns jogadores (e principalmente uns cartolas) que ganham mais que eles...


o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o

... eu falo no que há de errado no mundo.
Significa que estou sem inspiração.
;D

Jaa! o/